A GRANDE DESCOBERTA

Certo dia, recebi um telefonema de um homem que estava desesperado. Ele sentia muitas dores no abdome, e não sabia qual era a causa de suas dores. Foi ao médico, e este lhe disse que ele estava com uma crise hepática, isto é, mau funcionamento do fígado. O médico mandou que ele fizesse alguns exames, e lhe passou alguns medicamentos. Porém nada disso resolveu seu problema. As dores continuaram cada vez mais intensas. Então o médico resolveu fazer uma cirurgia. Nessa cirurgia, o médico descobriu que o paciente tinha um câncer do pâncreas já em estado avançado. Nada mais lhe restava fazer. Dentro de pouco mais de dois meses, estávamos todos nós, seus amigos, conduzindo seu cadáver para a sepultura.

Ele tinha sido um homem aparentemente sadio, gozando de boa saúde. Na Igreja, cantava a plenos pulmões. No trabalho, pegava pesadas toras de madeira e sentia-se bem. Até que, para sua tristeza, descobriu que estava enfermo. A enfermidade o alarmou e o fez procurar o médico. Infelizmente, já era tarde demais, e não houve cura para ele. Morreu poucos meses depois.

Nós, humanos, somos assim. Vivemos na doce ilusão de que tudo está bem, até que nos chega a notícia de que estamos com uma grave moléstia. Conscientes de nossa enfermidade, então procuramos um médico para nos curar. Às vezes dá tempo de sermos curados. Outras vezes, como no caso acima, é tarde demais, e não resta cura.

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